Fim de percurso em Paris para SAW e ABT na Esports World Cup
CS210 de agosto de 20263 min leitura

Fim de percurso em Paris para SAW e ABT na Esports World Cup

A Esports World Cup voltou a testar a representação portuguesa de Counter-Strike

A Esports World Cup voltou a testar a representação portuguesa de Counter-Strike, e o resultado ficou, mais uma vez, aquém do desejado. Tanto a SAW como a ABT foram eliminadas do Play-in de acesso ao evento em Paris, encerrando uma participação que, apesar de curta, deixou sinais interessantes para o futuro do CS nacional.

A SAW estreou o seu novo quinteto composto por MUTiRiS, story, ewjerkz, krazy e NOPEEj, com um percurso irregular no grupo, alternando entre boas exibições e a inevitável falta de rodagem de uma formação recém-criada. Depois de perder frente à DENDELE, a equipa recuperou com duas vitórias sobre a EAC, garantindo o segundo lugar do grupo e o acesso à fase eliminatória. O sonho terminou, no entanto, já no Play-in propriamente dito, com uma derrota por 2-1 diante da K27: um bom arranque no Nuke não foi suficiente para evitar a queda em Cache e Ancient, ambos por margens reduzidas. Sem vitória, a SAW ficou de fora do prize pool mínimo e não somou pontos para o VRS Global.

Do lado da ABT, a história teve mais reviravoltas e, a meu ver, foi a que mais mereceu destaque nesta EWC. Trata-se de uma mix que uniu esforços para reforçar a presença portuguesa em Paris e a sua experiência entre os grandes, reunindo em Ruy2k, ThozoR, BeiranZz, hk e blaze um conjunto de jogadores nacionais habituados a competir juntos noutros contextos. O grupo, integrado ao lado de HEROIC, 9INE e REM, começou por perder logo o primeiro confronto frente à 9INE (1-2), mas não sem deixar boa réstia: chegou a vencer o mapa de Ancient, prova de que havia qualidade para incomodar adversários mais experientes. Na ronda seguinte, a ABT respondeu com uma vitória sólida por 2-0 sobre a REM, mantendo-se viva na corrida ao Play-in. O reencontro com a 9INE, porém, foi decisivo pelas piores razões: desta vez sem qualquer mapa vencido, a ABT foi afastada por 2-0, encerrando a caminhada rumo a Paris.

Fica, no final, um sabor agridoce. Por um lado, é positivo ver duas equipas portuguesas a disputar qualificação para um torneio do calibre da Esports World Cup... sinal de que o interesse e a qualidade de base continuam a existir. Por outro, os resultados confirmam aquilo que já era expectável: falta rodagem à SAW, enquanto recém-formada, e falta regularidade à ABT, que mostrou ter argumentos para competir, mas não conseguiu sustentar o nível nos momentos decisivos. Ainda assim, o desempenho da mix portuguesa nesta qualificação... a capacidade de vencer um mapa a uma equipa da qualidade da 9INE e de arrasar a REM, sugere que há aqui uma base que vale a pena continuar a acompanhar.

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